segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Propósitos de uma solteira chinela porém feliz, dos 15 aos 26 no carnaval...

15- Geralmente é a idade que nos auto-intitulamos solteiras... antes disto ainda há escorregões em usar o spray de espuma... Queremos é pular Carnaval!, e é claro, chamar atenção dos guris;

16, 17, 18- Começamos a beber cerveja... Pegar e ser pegada sem compromisso é a meta!;

19, 20, 21- Da-lê concentração com as parcerias, a gangue se prepara à base de muito Ice e muito genérico, tudo pra garantir a alegria... Se rolar beijos e amassos é lucro!;

22, 23, 24- O que mais importa é beber!, a criatividade e a necessidade sem fundamento de criar drinks com vodka e whisky colocando dentro de copos feito com abacaxi é de praxe!;

25.......- Voltamos a beber cerveja, mas ainda aceitamos os genéricos só pra não perder o costume. O que mais importa é estar entre amigos...;

26- Conhecer pessoas diferentes!!!... Achamos que é hora de deixar de ser solteira!...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Imagine...

Me achei só num lugar deserto; uma paisagem extraordinária ; uma leve brisa soprava enquanto seguia marcando o chão com as minhas pegadas. Andei durante horas, e a todo momento a sensação de déjà vu me surpreendia. Conhecia bem aquele caminho mas desconhecia o propósito de estar ali.
Ao longe avistei um banco, desses que se vê em praças de qualquer cidade, sobre ele lápis e um caderno, entre ele dois metros de terra, à frente dele um precipício.
Respirei fundo apreciando a visão assustadoramente gratuita. Sem nenhum fundamento que servisse de desculpas sentei e comecei a folhear o caderno. Pensamentos, aflições, desejos e espaços em branco; minhas palavras... minha letra... Um espanto, depois um alívio a constatar que pelo menos o lugar não era um convite ao suicídio.
Então com o lápis preenchi os espaços vazios dando sentido aos pensamentos, e enlacei os desejos transformando-os em metas... Depois arranquei as aflições rasguei-as em pedaços miúdos para enfim jogá-las no precipício.
Como que acordando de um transe me vi só na imensidão, caminhando em passos lentos em direção inversa as marcas do chão.